Hoje, escrevo sobre o nada.

Diferente de nada fazer, o escrever sobre o nada é um pensamento curioso que se criou em mim neste preciso momento.

No fim de contas, o que é o nada? E escrever sobre o nada é o quê?

(Não, não estou sob efeito de estupefacientes ou álcool.)

A definição mais apropriada talvez seja dizer que o nada é coisa nenhuma, mas se é uma coisa, então automaticamente não deixa de ser nada e passa a ser algo?

Menti.

Aborreci-me.

Não irei escrever sobre o nada, na verdade não irei escrever sequer. Ou será que vou?

E porque é que continuas a ler? Já disse que não é para leres, não vais aprender nada. Ou será que vais?

Irei escrever ou não irei escrever? Talvez acabe por decidir fazê-lo, talvez acabe por decidir não o fazer.

Enquanto isso, enlouqueço e tu chamas-me de um louco que deveria estar num hospital psiquiátrico.

Mas, e se o louco não for eu? E se a pessoa louca fores tu por teres decidido abrir esta publicação? Afinal, eu talvez seja um louco, mas se caíste na conversa de um louco, isso não faz de ti também uma pessoa louca?

Questões deveras pertinentes. Contudo, a que mais me desperta a curiosidade é porque é que continuas aqui? E se continuas aqui, estás à espera do quê?

Já disse.

Não leias. Não vais aprender nada.

Ou será que vais? Será que já não aprendeste algo? Será que já não devias ter aprendido?

Cá eu, já aprendi algo. Só uma pessoa louca para ler isto.

Só outra pessoa louca para o escrever.

E se somos dois loucos, então havemos de nos compreender. Talvez percebas porque escrevo isto, e eu talvez perceba porque é que estás a ler.

Afinal de contas, muito se diz sem nada se dizer, muito sabemos sem nada aprender, ou será que sabemos? Será que não estou só a escrever para ver se te engano e apanho na curva? Será que não estou só a testar se estás em piloto automático? (Não, não estou.)

Porém, se tu me entendes e se eu te entendo neste momento, podemos depreender que muito sabemos um sobre o outro, sem de facto termos a certeza de tal facto.

Será que é mesmo assim? Não estarei a sobrevalorizar-me e, consequentemente, a sobrevalorizar-te?

Tenho uma questão. Porque é que continuas aqui?

Já disse.

Não é para leres. Não vais aprender nada.

A sério? Ainda acreditas nestas frases? Ainda não aprendeste nada?

Duvido.

Pelo menos, hás de ter percebido que estou a gozar com a tua cara.

Ou será que é com a minha?

No fim, não faz diferença. Ainda aqui estás, ainda estás a ler o que não estou a escrever. (Não reparaste no erro? Devias.)

Agora, de forma séria e formal, o que é que aprendeste? Nada? Excelente. O meu objetivo está concretizado.

Vou iniciar com um desafio. (A sério? Não apanhaste o erro novamente? Estou desiludido, afinal talvez eu não te entenda e tu não me entendas…)

Enfim…

Na rede social pela qual descobriste esta coisa que é coisa nenhuma, desafio-te a comentares “nada”. Se no Instagram, responde à story. Se numa outra rede social, comenta na publicação.

Se não quiseres está tudo bem, mesmo.

Sim, está mesmo tudo bem.

Sim, não te preocupes, está MESMO tudo bem.

Mas, se aceitares o desafio, és uma pessoa tão louca quanto eu, pois isto não é nada, nem sequer era para leres, quanto mais aprenderes algo, e afinal talvez nos entendemos, afinal talvez saibamos mais um sobre o outro do que achamos.

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